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A Alimentação de nossos peixes

Revista Aquamagazine

Edição nº 6

A Alimentação de nossos peixes.

Olá, amigos da AquaMagazine, Vou falar um pouco sobre alimentação, uma questão básica em que muitos aquaristas cometem erros quecomprometem a saúde de seus animais.

Via de regra,uma ração básica, de boa qualidade, deve ser bem aceita por todos os peixes do seu aquário. Obviamente sempre terão aqueles mais afoitos e mais competitivos na hora da alimentação, e os tímidos saem perdendo. Para melhorar este problema, forneça várias e pequenas porções do alimento, para que os mais tímidos possam ter chance de se alimentar.

Devemos também respeitar os hábitos alimentares de cada espécie, conhecendo as suas preferências.

Por exemplo, Molinésias, Ciclídeos Africanos e Tangs são vegetarianos, Coridoras, Botias e Gobys alimentam-se no fundo do aquário; portanto, preferem alimentos que afundam; existem até mesmo aqueles que só comem alimento vivo, principalmente no início da adaptação à vida no aquário. É o caso do Lion, do Mandarin e do Peixe-Vidro.

O segredo está em compor um menu com variações alimentares e uma dieta adequada às preferências de cada animal.

Eu sempre utilizo diariamente a ração básica, pois somente ela engloba todos os valores nutricionais adequados a um aquário comunitário. Depois disso, escolho as especialidades nas outras refeições, como, por exemplo, a dieta vegetal e outra incentivadora de cores. Uma ou duas vezes por semana sirvo alimento vivo, que, além da importância nutricional, é um bom incentivo aos instintos dos nossos peixes. Deve-se alimentar os peixes, no mínimo, 3 vezes ao dia, com quantidade suficiente para ser consumida naquele momento, sem gerar sobras. Muitos peixes doentes apresentam como sintoma a perda de apetite ou a impossibilidade de se alimentar, e ainda algumas espécies em particular não se adaptam à vida no aquário e muitas vezes morrem de fome.

O hábito alimentar das diferentes espécies de peixes ornamentais (carnívoros, herbívoros ou onívoros) pode ser encontrado em literatura especializada. Ocorre que comumente temos peixes de hábitos alimentares diferentes em um mesmo aquário. Normalmente, peixes carnívoros alimentam-se de ração para herbívoros e viceversa, mas isso pode a longo prazo causar problemas nutricionais, em virtude de carência ou excesso de algum elemento.

Na prática, podemos contornar essa questão alternando o tipo de alimento a ser dado. Por exemplo, se os peixes são alimentados duas vezes ao dia, no primeiro horário oferecemos um tipo de ração e, no segundo, outro tipo.

A principal diferença entre as rações está na qualidade da proteína utilizada, pois constitui o maior requerimento dos peixes. As rações são compostas basicamente de proteínas, carboidratos, lipídeos (gorduras), vitaminas e minerais.

A deficiência ou excesso de um ou mais componentes pode causar antagonismo, isto é, aumento de alguns e/ou exclusão de outros. Como exemplo, a deficiência de um ou mais aminoácidos essenciais pode ocasionar retardo ou perda no potencial de crescimento, catarata, deformidades nas vértebras, erosão de nadadeiras e suscetibilidade a certas doenças, tais como a mixobacteriose.

Outra consequencia do uso de proteínas de baixa qualidade é o pouco aproveitamento por parte do animal. E o alimento mal-aproveitado é quase todo excretado, poluindo a água do aquário. A deficiência ou excesso dos outros componentes citados também pode causar problemas.

Como resolver, então, esta questão?

UM – Comprar marcas conhecidas e que já mostraram ser confiáveis.

DOIS – Observar atentamente a data de validade (certos componentes, como os antioxidantes e as gorduras, perdem sua função quando vencidos).

TRÊS – Respeitar as condições de armazenamento recomendadas pelo fabricante (para ração seca, local protegido de luz e umidade).

QUATRO – Observar se os peixes aceitam bem a ração (esses animais são extremamente exigentes quanto ao paladar).

CINCO – E finalmente observar a condição dos animais durante o uso da ração escolhida, ou seja: se suas cores estão pálidas ou brilhantes, se seus olhos não estão opacos e se a barriga está murcha ou com aspecto saudável (não gordo).

De qualquer forma, é muito importante não superalimentá-los, pois o excesso de alimento constitui fator de poluição da água, o que afeta diretamente a saúde dos peixes.

E alguns componentes, como a vitamina C, também se perdem na água quando não são consumidos imediatamente.

Espero ter contribuído para uma alimentação mais saudável dos seus amados peixes.

Até a próxima!

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Aquamagazine Edição 06


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